Artesanato com reaproveitamento

11 de setembro de 2015, por em Artigos, Boas práticas
Artesanato com reaproveitamento

Visitar o Salão do Encontro é ver de perto como uma iniciativa social pode impactar positivamente uma região, inspirando a vida das pessoas e promovendo um trabalho de arte-educação. Instituído como uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, o espaço é considerado ponto turístico na cidade de Betim-MG, beneficiando cerca de 1.800 pessoas de baixa renda e portadores de necessidades especiais. A proposta da associação é inserir toda a família dos beneficiados: pais, avós e filhos, em um ambiente de promoção cultural e geração de renda, projetado em espaço arborizado e com multi-estruturas para ações de educação infantil e fabricação de produtos do artesanato mineiro.

As oficinas de artesanato, além de produzirem para comercialização, oferecem cursos de capacitação gratuita em artesanato de tear mineiro e chileno, cerâmica, confecção de bonecas de pano, cestaria, confecção de flores e arranjos, estofamento e marcenaria. Tudo feito de forma artesanal, utilizando materiais naturais, madeiras com certificação e reaproveitamento de resíduos que seriam descartados.

O processo de reaproveitamento é incorporado como valor nas oficinas, onde os artesãos utilizam as sobras dos materiais advindos de outras atividades para a elaboração de novos produtos. Esse é o caso dos adornos e das bonecas de pano, confeccionados com retalhos de tecidos do tear; e dos brinquedos e jogos pedagógicos, montados com as sobras de madeira da marcenaria. Tem também a cestaria, que trabalha com materiais já reciclados, recebidos por doação.

Oficina de cestaria - Sacolas, cestos e lixeiras feitos a partir de fitas de plástico pet, em seu último estágio de reciclagem. As fitas pet são doadas por indústria da região, por não ter possibilidade de uma nova reciclagem. É o chamado rejeito, que nas mãos dos artesãos do Salão do Encontro, se transformam em produtos resistentes, úteis e bonitos.

Oficina de cestaria Sacolas, cestos e lixeiras feitos a partir de fitas de plástico pet, em seu último estágio de reciclagem. As fitas pet são doadas por indústria da região, por não ter possibilidade de uma nova reciclagem. É o chamado rejeito, que nas mãos dos artesãos do Salão do Encontro, se transformam em produtos resistentes, úteis e bonitos. Saiba mais em www.salaodoencontro.org.br

Uma história de lutas e conquistas Em 1970, a professora Noemi Gontijo deu os passos para a realização de um grande sonho: estruturar uma organização social para acolher pessoas pobres, da periferia de Betim-MG, dando-lhes trabalho e formação profissional. Confiante no extraordinário potencial do ser humano, Noemi Gontijo sempre acreditou que o que faltava a elas era apenas a oportunidade de mostrar seus talentos e transformar a própria realidade. Nascia, então, o Salão do Encontro, uma associação que evidencia como uma iniciativa social é capaz de impactar positivamente uma região, com a articulação dos setores da sociedade.