Spam é lixo e consome energia

23 de janeiro de 2013, por em Artigos
Spam é lixo e consome energia

Que materiais eletrônicos não devem ser descartados com o lixo comum, muita gente já sabe. Mas você sabia que existe outro lixo eletrônico que também prejudica muito o meio ambiente? São os “spams”.
Origem do nome “Spam” – Existem algumas hipóteses acerca da origem do termo spam. A mais popular, no entanto, envolve uma marca de presunto que surgiu em 1937: muitos acreditam que o termo seja a abreviatura de SPiced hAM, um presunto enlatado picante da empresa americana Hormel Foods.

(Fonte da imagem: Reprodução/Thinkstock)

Esse produto também era comercializado na Inglaterra, e é neste momento que o grupo de comediantes britânicos Monty Python entra em cena. Em um quadro de seu programa de TV na década de 70, o grupo encenou em um restaurante que serve grandes quantidades de SPAM em todos os pratos, mesmo contra a vontade dos fregueses.

A partir de então, spam virou sinônimo de tudo o que é enviado em grande quantidade e sem o consentimento do destinatário.
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/spam/223-o-que-e-spam-.htm#ixzz2IdkSQoZH

Voltando ao assunto, todo mundo reclama dos spams, as mensagens de e-mail indesejadas, com o objetivo de vender algum produto ou infectar nosso computador com vírus e roubar dados.
Mas, segundo um estudo da empresa McAfee (http://www.mcafee.com/es/), esses e-mails não apenas incomodam, mas geram um enorme gasto de energia e, consequentemente, mais emissões de carbono.

Spams no mundo – Dos 220 bilhões de e-mails enviados diariamente no mundo, só 37 bilhões (17%) não são spams. São 183 bilhões de spams por dia, segundo esta matéria no http://www.good.is/posts/the-carbon-cost-of-spam-an-infographic/
Estima-se que cada mensagem enviada emite 0,3 gramas de CO2. Fazendo as contas, são emitidas 54,9 mil toneladas/dia de CO2 por conta dos spammers. Em um ano são despejadas aproximadamente 20 milhões de toneladas na atmosfera com anúncios de “aumente seu pênis” ou “fique rico trabalhando em casa”.

Como se dá o consumo de energia – Grande parte do consumo de energia associado ao spam é gerada pelos receptores, ao precisarem apagar essas mensagens e procurar e-mails que foram filtrados por erro na pasta de lixo eletrônico. Isso representa 52% do “consumo-spam”.

O mesmo estudo feito pela McAfee assegura que os filtros de spam ainda economizam aproximadamente 135 terawatts/hora de energia por ano, se não existissem os filtros, o problema seria ainda maior. Apesar disso, combater a “doença” e não o “sintoma” é, e sempre foi, mais eficaz.

Solução – Com este estudo, a empresa quer evidenciar o impacto do spam sobre o planeta. Uma das soluções que o estudo indica é instalar filtros mais precisos para tentar reduzir o tempo de gerenciamento do lixo eletrônico. Se todas as caixas de e-mail estivessem protegidas por um filtro melhor, o desperdício de energia poderia ser reduzido em até 75%. Mas a principal solução ainda é a conscientização.

Guerra contra os spams – Se formos comparar, o vulcão Eyjafjallajökull (procurei o nome no Google) emitia 150 mil toneladas de CO2/dia, enquanto estava em erupção. Quer dizer, os spams enviados diariamente correspondem a 36,6% da capacidade do vulcão islandês.

Em outubro de 2011 a Microsoft divulgou um relatório de ciber-segurança, que teve um olhar para, entre outras coisas, os tipos de spams bloqueados por sua aplicação de e-mail, o Microsoft Exchange. O relatório concluiu que a maior parte das mensagens de spam são, sem surpresa, anúncios de produtos:

28% produtos farmacêuticos (não sexual),
3,8% produtos farmacêuticos (sexual),
17,2% outros produtos.

Aquela mensagem de spam clássico, em que um príncipe nigeriano pede uma transferência bancária, somava na época, incríveis 13,2% de todos os e-mails de spam.

E, claro, os spammers são sempre prestativos quando se trata de sexo, 8,6% dos spams são relacionados ao sexo, seja para anúncios de Viagra e drogas similares (3,8%) ou de sites de namoro, pornografia e outros serviços sexualmente explícitos (4,8%). Mas parece que as estatísticas estão caindo vertiginosamente ao longo dos anos.

O Microsoft Exchange havia bloqueado apenas 25 bilhões de mensagens de spam no 1º semestre de 2011, ante 89,2 bilhões no mesmo período em 2010. O motivo: dois dos maiores spambots lá fora (Cutwail e Rustock) foram derrubados.