Consumo desenfreado está na raiz dos problemas ambientais

20 de novembro de 2015, por em Colaboradores, Consumo
Consumo desenfreado está na raiz dos problemas ambientais

O aumento da população mundial, somado à crescente demanda de consumo, está gerando um lixo descomunal no planeta. Somente o Brasil produz cerca de 220 mil toneladas de lixo domiciliar por dia, o que resulta em mais de um quilo por pessoa. Ao menos 90% de todo esse material poderia ser reaproveitado, reutilizado ou reciclado, mas apenas 3% acabam tendo uma destinação nobre. Estudos promovidos pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apontam o crescimento da geração de lixo, por habitante, a cada ano, e as dificuldades que o país tem de lidar com uma gestão integrada de resíduos sólidos, de maneira adequada (Ver Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2014 em http://www.abrelpe.org.br/).

O nível atual de consumo tem impactado fortemente o meio ambiente, tornando impossível ao planeta processar todo esse material. Com a evolução tecnológica, os produtos tornam-se obsoletos da noite para o dia, tudo parece descartável, e tudo é superado com a avalanche de novas versões que chegam ao mercado. A população, de outro lado, é bombardeada para consumir, e cada vez consome mais. A maioria das pessoas ainda reage com indiferença quando são levadas a refletir sobre o fato de que tudo o que consomem gera lixo e que esse lixo lhes pertence. Que são responsáveis pelos produtos que compram e pelo descarte e destinação final dada a eles.

Consumir de maneira pensada, planejada e racional está entre as medidas mais eficazes no combate ao desperdício e, consequentemente, na redução dos impactos ambientais. Os produtos, por outro lado, têm que ser concebidos e fabricados dentro de critérios ecologicamente menos impactantes.

Caminhos para um consumo consciente

  1. Não fazer do consumo um escape para problemas de ordem emocional;
  2. Separar o estado de felicidade do ato de comprar;
  3. Atentar-se para a origem dos produtos;
  4. Dar preferência a produtos cuja fabricação demande menos recursos naturais;
  5. Procurar estender a vida útil dos produtos;
  6. Descartar os produtos com senso de responsabilidade.