Porque é urgente falar de educação ambiental

6 de fevereiro de 2018, por em Boas práticas, Consumo
Porque é urgente falar de educação ambiental

Em um mundo onde muito se fala sobre respeito ao meio ambiente, mas que se faz bem menos do que o necessário, fica claro que a preservação do ambiente e dos recursos naturais depende da criação de uma consciência ecológica, ainda em construção no coletivo. Assim como em outros aspectos comportamentais na sociedade, a melhor ferramenta para a evolução e mudança de hábitos nesse quesito vem por meio da educação.

Cada vez mais relevante em nossa sociedade, a Educação Ambiental (EA) é área de estudo voltada para a compreensão do ambiente em toda a sua complexidade, o que inclui a relação dos indivíduos com os bens de consumo.  Apesar de ainda não ser um assunto obrigatório nas escolas, a EA é um processo contínuo que transcende idade, gênero ou classe social e vai muito além dos deveres de administradores públicos.

Responsabilidade comum – Para que seja efetiva e promova resultados positivos, seu processo de desenvolvimento deve ter a participação e engajamento de todos. Desde o poder público, a escolas; as famílias também devem estar envolvidas.

Baseado em estratégias de ensino mais dinâmicas e criativas (que proponham reflexão) é que se gera o desenvolvimento de habilidades e atitudes para mudar uma realidade deficiente. Palestras, debates, discussões em grupo, jogos de simulação e contato direto com o ambiente são técnicas que podem auxiliar no processo de transformação das atitudes.

Para um maior alcance e acessibilidade, a melhor alternativa é trabalhar os conteúdos sob uma visão multidisciplinar, a partir de realidades ambientais específicas e mirando formar indivíduos conscientes sobre sua relação com o consumo e com os resíduos que produz.

O que posso fazer? – Grandes mudanças não são realizadas do dia pra noite e muito menos por uma pessoa só. Com informação e pequenas atitudes no dia a dia, os primeiros passos para um futuro sustentável são possíveis. Evitar desperdício, produção e consumo exagerados são algumas opções. Em um país onde cada pessoa produz cerca de 1 quilo de lixo por dia, qualquer produto descartável que seja substituído por um durável, também pode fazer a diferença.

Outras alternativas para evitar a geração de lixo são a reutilização e a reciclagem. No caso da reutilização, a proposta é estender a vida útil do produto, fazendo com que materiais descartados sejam transformados em objetos utilitários, restos de orgânicos virem adubo e água da lavagem de roupas reaproveitada em vários outros fins. Esses são alguns exemplos, mas há outros mais.

Já a reciclagem consiste em um processo que transforma um determinado material em matéria-prima para a fabricação de outro. Assim, aquilo que a princípio iria para a lata de lixo, volta para a linha de produção. Isso é o que acontece com pneus velhos que são utilizados na composição de massa asfáltica ou de cimento para construção, além de papel, latinhas de alumínio e fios de cobre que, de volta à fábrica, se transformam em outros materiais.

As atitudes individuais são determinantes para o bom funcionamento da cadeia do lixo e de outras cadeias produtivas. Por isso, falar de Educação Ambiental é necessário e urgente, já que ela nos ensina que a responsabilidade pelo meio ambiente é um dever a ser compartilhado com toda a sociedade.

Foto do álbum Museu do Amanhã, de Corália Elias