Medalha de ouro para catadores e garis

12 de agosto de 2016, por em Lixo, Sustentabilidade
Medalha de ouro para catadores e garis

Não tem ninguém que corre como eles, que salta como eles. Peritos no atletismo individual e de equipe, os catadores de materiais recicláveis e os garis exibem disposição, garra e vontade de fazer o melhor. Sem a participação deles, pode-se afirmar que seria impossível realizar qualquer evento, principalmente aqueles que congregam multidões. Primeiros a chegar e últimos a sair do evento, são eles que recolhem o lixo espalhado pelos estádios, ruas e avenidas. Nas Olimpíadas 2016 que acontecem no Brasil, assim como foi na Copa do Mundo de 2014, o trabalho dos catadores e garis se mostra essencial na estrutura montada pelos órgãos encarregados de manter os serviços públicos de limpeza.

Garis integram a linda paisagem urbana do Rio de Janeiro, na Copa do Mundo 2014
Garis integram a linda paisagem urbana do Rio de Janeiro, na Copa do Mundo 2014

Garis integram a linda paisagem urbana do Rio de Janeiro, na Copa do Mundo 2014

Para se ter uma ideia do resultado dessa ação, no campeonato mundial de futebol foram coletados mais de 320 toneladas de lixo. Agora, nas Olimpíadas, não é diferente. Pela primeira vez na história dos jogos, catadores de materiais recicláveis vão atuar nos serviços de coleta seletiva. O lançamento da iniciativa “Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016”, pelo Ministério do Meio Ambiente, se constitui em um dos eixos do programa Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos 2016, em que foi adotado um sistema envolvendo o ciclo da geração até a destinação final.

De acordo com o Portal Brasil, o trabalho é executado por 240 catadores, e mais 60, que estão na reserva. Eles atuam em duas frentes: uma educativa, com ações de sensibilização do público, e outra operacional. A estimativa dos organizadores é que durante os jogos sejam geradas cerca de 3,5 mil toneladas de materiais recicláveis, e a orientação é de que todo o material seja coletado e encaminhado para reciclagem.

Com a tocha na mão – Catadores de materiais recicláveis ligados ao Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) de várias regiões do Brasil participaram da condução da Tocha Olímpica. O revezamento foi feito por Custódio Chaves, catador do Rio de Janeiro, Roseleide Nascimento, catadora do Rio Grande do Norte, Roberto Laureano, catador de São Paulo e Jeane do Santos, catadora da Bahia. Também conduziram a tocha a catadora do Espirito Santo, Maria do Carmo Cantilho, Claudete da Costa, catadora do Rio de Janeiro, e Severino Lima Junior, do Rio Grande do Norte nas etapa em que o revezamento se deu nos estados. “A participação dos catadores no revezamento é um reconhecimento da importância desses trabalhadores e trabalhadoras na sociedade”, publicou o MNCR em sua página na internet.