“Sustentabilidade” – a palavra mais falada nos últimos tempos

21 de outubro de 2016, por em Artigos, Sustentabilidade
“Sustentabilidade” – a palavra mais falada nos últimos tempos

Nos últimos anos, certamente uma das palavras mais ditas, escritas, dissertadas e comentadas tenha sido “sustentabilidade”. Muitas vezes, ela é expressa na forma de “desenvolvimento sustentável”. Em ambos os casos, protagoniza já há algum tempo inúmeros ambientes, desde salas de aula do ensino fundamental, passando por deveres de casa, trabalhos escolares, artigos, dissertações, teses, ocupando quase que a centralidade de uma dezena de cursos, técnicos, tecnólogos e superiores. Convergem para o principal ponto de grandes conferências globais promovidas tanto pela iniciativa privada, quanto pelos governos em todos os cantos da Terra, e até mesmo pela Organização das Nações Unidas. A ideia de sustentabilidade é hoje objeto de uma série de documentos, protocolos e políticas.

Tamanha evidência revela que “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” possuem um lugar de destaque no cenário de evolução a que chegou a humanidade. E é por essa posição que somos levados a fazer três perguntas simples, mas relevantes para compreendermos o momento em que vivemos: 1ª) O que é sustentabilidade e desenvolvimento sustentável? 2ª) Por que se importar com isso?; 3ª) Como isso se traduz no cotidiano das pessoas?.

Segundo o dicionário Aurélio, “sustentabilidade” é ‘qualidade ou condição do que é sustentável’. A partir dessa sentença, podemos perceber certo grau de subjetividade sobre qual seja o significado de “sustentabilidade”, por isso, as definições têm pequenas variações, sujeitas a quem se propõe a descrevê-las. Etmologicamente, a palavra sustentável vem do latim sustentare, que significa sustentarapoiar conservar (fonte –www.significados.com.br).

De uma maneira geral, podemos dizer que estão concentradas na palavra “sustentabilidade” as preocupações sobre como a humanidade continuará se desenvolvendo, frente a uma dependência vital por recursos naturais, por sua vez esgotáveis, nem sempre renováveis e, em muitos casos, insuficientes para atender tamanha demanda para a produção de bens de consumo. É preciso ponderar também que o progresso tecnológico e científico não se traduz plenamente em desenvolvimento humano.

A despeito dos avanços que já tivemos, ainda há espalhados em muitos lugares da Terra gritantes desigualdades sociais, má gestão de recursos naturais, pobreza, miséria, guerra e uma infinitude de outros problemas que torna questionável, primeiro, se vivemos de maneira sustentável, segundo, se da maneira que estamos caminhando garantiremos um mundo em condições de vida (e não apenas de sobrevivência) para as próximas gerações.

Onde quer que a palavra “sustentabilidade” seja evocada abre-se um espaço, uma oportunidade para se pensar sobre os caminhos viáveis para a humanidade. A ideia da sustentabilidade nos convida a rever conceitos e convicções, nos chama a repensar o nosso viver e a dar significado a ele, atribuindo-lhe verdadeiro sentido.

Quero te convidar a pensar sobre “sustentabilidade”, e a rever atitudes, até mesmo uma mudança de hábitos, para que possamos caminhar juntos em direção a uma vida mais sustentável, para darmos nossas singelas contribuições para o surgimento de uma sociedade cada vez mais humana, rumo à “sustentabilidade”.

 

Marcos Antônio da Silva e Silva

Estudante de Economia da Universidade Federal de Goiás (UFG)

Coordenador do Crisálida, projeto voltado para a promoção social dos catadores de materiais recicláveis oriundos da Vila Papel, nome dado ao então lixão da cidade de Aparecida de Goiânia (GO).